Intimidade
Edição extra apoiadoras #37
Amanhã,
A intimidade sempre foi alvo de muita análise na tão agitada mente pensante desta que vos fala. Escondida atrás da personagem “aquariana super sociável amiga de todo mundo” residia uma versão bem menos expansiva e em especial, bastante discreta. O que por muito tempo nomeie como amizade, em partes era apenas um coleguismo recheado de trocas triviais. A minha versão que contempla uma ampla abertura do meu jardim interno nos seus melhores e piores dias é conhecida, na verdade, por poucas pessoas.
Afinal, o que seria ser intimo de alguém?
Esta pergunta tem me atravessado e na tentativa de resposta, listei o que para mim é o puro suco da estreiteza de laços com alguém. Veja bem;
1 - Frequentar minha casa
Com exceção dos meus tempos de republica em que minha residência era praticamente “terra de ninguém”, sou bastante seletiva nos convites que faço para minha casa. Não diria que sou supersticiosa ou algo do tipo, mas sempre seleciono bastante a abertura de minhas portas. Portanto, frequentar a minha casa é sinônimo de alguém “intimo” meu.
2 – Trocar mensagens com frequência
Sei que essa aqui pode ser polêmica, mas vamos no raciocínio. Tenho amigas fantásticas com quem falo de forma bem esporádica e continuo amando todas. Porém, tenho por mim que para a manutenção de uma intimidade maior, é preciso constância. Fica meio inviável manter a abertura que um ambiente mais íntimo pede tendo um espaçamento tão grande entre uma troca e outra. Isso não diminui a qualidade da amizade, mas tira aquele clima de “amiga lembra daquele rolê da semana passada? Então, trago atualizações”.
3 – Histórias
Quer ganhar meu coração é alguém partilhar um pedacinho da sua história comigo e ainda dizer no final “poucas pessoas sabem desse evento”. É de uma riqueza sem tamanho e sim, cria intimidade pois é uma pessoa se dispondo a partilhar seus tesouros com um outro alguém. E mais, confiando que quem ouve sabe o valor disso. Conhecida como “cheias do causos” conto muitos eventos da minha vida publicamente sem qualquer entrave. Porém, certas histórias pouquíssimas pessoas um dia tiveram acesso e tenho por mim que esta é uma das mais belas intimidades que se pode ter com uma pessoa.
4 – Compartilhar sonhos (os que se tem dormindo)
E por último, eles, os sonhos. Ano passado comecei aqui uma série de cartas oníricas pois senti de partilhar este rico material como exploração artística. Porém, não consegui sustentar o incomodo que foi crescendo em mim, algo que soube nomear apenas meses depois: Não queria dividir aquele material de forma tão publica assim. Me senti nua diante das pessoas, mesmo sabendo que a profundidade daqueles símbolos dificilmente seriam “lidos” por quem não conhecia o contexto todo.
Mesmo sendo uma “exposição velada” entendi que partilhar sonhos é algo profundamente íntimo. Ato que a meu ver deve ser feito de forma consciente, pensada, pois ali reside as dores e delicias de alguém, traduzidas pelo inconsciente das mais diversas formas.
***
Dito isso, na edição da semana passada prometi como recompensa aos apoiadores alguns sonhos meus e claro, explicações alquímicas e junguianas sobre o significado de alguns símbolos comuns. Afinal, interpretar seus sonhos nada mais é do que ter uma profunda conversa com você mesma (vulgo, inconsciente) sobre o que se passa no seu mundo interno. As conversas mais importantes de se ter na minha humilde opinião.
Separei alguns sonhos que são bastante comuns e a interpretação de seus símbolos é o grande ponto aqui. Para começar, já pensou no significado dos veículos nos seus sonhos? Qual o veículo? Quem está dirigindo? Quantas pessoas estão a bordo? etc etc




